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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Iogurte sem conservantes nem corantes, como pode?

Se dá para fazer iogurtes sem corantes e sem conservantes, por que ainda fazem e nos vendem com corantes e com conservantes? Porque você compra. Simples assim. A sua escolha de consumo tem poder. E você poderosa ajuda todo mundo a ser mais sustentável, especialmente a sua família.
Sustentabilidade nos demostra que temos escolhido o pior de nós e nos comprova que sempre podemos escolher o melhor de nós. É através de decisões econômicas que sacamos as comprovações do melhor de nós e as demonstrações do pior de nós.

Muito tempo atrás, iogurte era puro leite fermentado. Foi considerado medicinal no início do século XX. O aumento no consumo do iogurte no mundo começou na década de 1960, por causa das melhorias no processamento e do reconhecimento das qualidades nutritivas e terapêuticas. Atualmente, entre tantas marcas e linhas, o que tem em comum é a decisão de nos vender corantes, aromatizantes, espessantes, emulsificantes, estabilizantes e saborizantes junto com iogurte. Nós compramos e assim validamos a conduta das empresas em produzir o pior e não o melhor para nós.

Na hora de comprar, a decisão é nossa. Nosso poder de escolha influencia quem toma as decisões econômicas: os empresários que nos vendem produtos piores ou melhores. Use e abuse do seu poder de escolha!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O que você precisa saber sobre o "negócio da China" no Brasil

As notícias sobre a visita do primeiro ministro chinês descrevem as promessas de investimentos da China no Brasil do mesmo jeito, como se fosse um bom negócio, uma ótima notícia. E é mesmo para os chineses, para o governo, empreiteiros, empresários, exportadores commodities, não necessariamente para todos nós.
Talvez jornalistas e editores brasileiros não tenham o hábito de ler o The Guardian, por exemplo, ou simplesmente não consigam fazer a relação entre economia, política, poder e meio ambiente. O presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang, nem disfarça: “O quintal dos Estados Unidos está se transformando no da China. E não só o Brasil, mas toda a América Latina”. Ui, é de doer…
Ainda mais doído é o modo distorcido de exaltar a presença chinesa no Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, espera que nosso país possa se tornar uma plataforma de produção local de bens industriais chineses. Que futuro próspero o nosso, hein, produzir bugigangas e vender aqui mesmo para os chineses faturarem e se aliviarem do impacto ambiental negativo de sua produção industrial.
Pois o que não se fala sobre os "negócios da China" no Brasil é exatamente o que precisamos saber bem direitinho.  Saiba mais sobre o que esqueceram de nos contar { http://bit.ly/oquevcprecisasabersobreonegóciodachinanobrasil

terça-feira, 19 de maio de 2015

Compartilhe Under the dome em homenagem aos "negócios da China" no Brasil...

Chai descobriu que sua filha desenvolveu um tumor quando ainda estava no ventre e compreendeu que os altos índices de poluição do ar estariam ligados à doença da sua pequena. Chai Jing é uma jornalista chinesa, que documentou a realidade de degradação na China e de desprezo pela legislação ambiental. O documentário que produziu, Sob o domo, bombou na internet e foi censurado pelo governo chinês.
Em homenagem ao primeiro ministro chinês, visitando a América Latina para fechar seus "negócios da China", acesse o documentário da Chai e compartilhe! A verdade inconveniente da China pode até ser censurada por lá, mas, aqui nós podemos ver e entender através das imagens o que não queremos para o Brasil.
Segue o link { http://bit.ly/DocumentarioChai


China poluída { Crianças que nunca viram estrelas nem um céu azul...

Na província de Shanxi, na China, é intensa extração de carvão, por isso a região é uma das mais poluídas do mundo. A jornalista chinesa Chai Jing perguntou a uma menina de 6 anos, que mora em Shanxi, se ela já havia visto alguma vez as estrelas no céu. A resposta pode surpreender você, que vê o céu todos os dias, mas, é óbvia no país em que crescimento econômico é mais importante que a vida.
A menina respondeu: Não. Ela nunca viu estrelas no céu. 
E um céu azul, será que já viu?
A menina respondeu: Eu vi um céu que era um pouco azul uma vez.
E será que ela já viu nuvens brancas?
A menina respondeu: Não.
Chai Jing produziu um documentário sobre a realidade da degradação na China e de desprezo pela legislação ambiental. Bombou na internet e já foi censurado pelo governo chinês. É um registro importante para todo o mundo, porque nos mostra como são rápidos os resultados catastróficos de um crescimento econômico violento, obtido exatamente por eliminar pessoas e ambientes da equação explorar + produzir + vender = lucro.
Os danos do modelo econômico insustentável do crescimento chinês estão ocorrendo agora, não se trata mais de um problema para o futuro, valendo para toda e qualquer nação cujos líderes insistem na ignorância da obviedade.
Veja o documentário da Chai e compartilhe! A verdade inconveniente da China pode até ser censurada por lá, mas, a natureza não tem fronteiras { http://bit.ly/DocumentarioChai

sábado, 2 de maio de 2015

Yunus no Rio

As capacidades dos seres humanos estão profundamente em seus corações. Muhammad Yunus é o economista que enxerga as pessoas e acredita que nascemos para fazer coisas boas para o mundo e para os outros. Ele sabe o que diz, é um Prêmio Nobel da Paz, e agradece por ser ouvido. Com um banco que empresta dinheiro para pessoas pobres, provou que são ótimas pagadoras. Ouvindo, deu voz. Imaginando, realiza. E nos inspira a pensar e sentir que a pobreza não pertence aos seres humanos, que negócios precisam ter propósitos porque podem resolver problemas sociais, o que resolve problemas ambientais e econômicos.
Tictactictactictac... Tempo de mudar o seu mundo e mudar o mundo

Assine agora a petição: T nas embalagens de transgênicos sim!

É seu direito saber o que tem no você compra e serve para sua família. T nas embalagens de transgênicos sim! Assine a petição! Segue o link { http://bit.ly/1GQ1y7b

quinta-feira, 23 de abril de 2015

As borboletas também amam

Você vê uma borboleta saltitando no ar e a cumprimenta: Oi, borboleta! E pede que ela pouse um pouquinho para você fotografar. Por favor, você diz. E nem acredita quando em seguida ela pousa e faz pose para você.
Borboletas são lindas, vivem pouco, amam as flores. E com suas cores e formas, são alegria em movimento. Tictactictactictac... Tome gosto por tudo que está vivo por aqui.

sábado, 18 de abril de 2015

O incêndio acabou. E começou o que mais importa acompanhar.

O Brasil tem uma bela e avançada legislação ambiental. Quando ouvimos ôtoridades ou empresários reclamando de licenciamento, estudos de impactos, planos de gestão de riscos e programas de ações preventivas, e vemos um desastre como o incêndio nos tanques de combustíveis da Ultracargo, fica fácil entender que estão errados. O plano para gerenciamento de riscos, com análises quantitativa e qualitativa, com classificação de riscos aceitáveis e não aceitáveis, e um programa de prevenção e controle de acidentes são instrumentos que dariam à empresa as condições de seus gestores terem conduta protagonista antes, durante e depois de um desastre ambiental.
O fogo acabou, só que o problema não termina aí. Começou o que é mais importa acompanhar, e isso vale para os moradores de Santos [SP] e para todos nós. Você mora perto de uma indústria? Então, segue o link para saber mais { O Incêncio, o rescaldo e os resíduos, publicado no Portal EcoDebate { http://bit.ly/1b9ZARK

terça-feira, 14 de abril de 2015

O fogaréu e o rescaldo

Durou 9 dias o incêndio na Ultracargo [na área industrial da Alemoa, em Santos]. Os impactos ambientais e sociais começaram a ser noticiados  quando completou 1 semana. Peixes morrendo, combustível vazado, fumaça, fumaça, fumaça, chuva ácida se chover. 
As dificuldades para apagar o fogaréu indicam como a empresa deveria lidar com riscos para evitar a ocorrência, para não alastrar, para conter e para se relacionar com moradores, órgãos e imprensa. E a conduta protagonista seria o adequado pela gravidade da situação e pela grandeza dos impactos negativos, com prejuízos econômicos, ambientais e sociais que, no final das contas, são compartilhados com a sociedade.  
O Brasil tem uma bela e avançada legislação ambiental. Quando ouvimos ôtoridades ou empresários reclamando de licenciamento, estudos de impactos, planos de gestão de riscos e programas de ações preventivas, e vemos um desastre como o incêndio nos tanques de combustíveis da Ultracargo, fica fácil entender que estão errados. O plano para gerenciamento de riscos, com análises quantitativa e qualitativa, com classificação de riscos aceitáveis e não aceitáveis, e um programa de prevenção e controle de acidentes são instrumentos que dariam à empresa as condições de seus gestores terem conduta protagonista antes, durante e depois. 
Mas, não basta ter um instrumento de gestão ambiental, tem que manter atualizado. E estando, moradores do entorno sabem o que fazer em diferentes situações, pois são treinados previamente. Possíveis impactos são anunciados para a imprensa, junto com orientações básicas de segurança, com a transparência que anula crises e dispersa alarmes falsos ou sensacionalistas pela confiança
Consultamos no site da Ultracargo a seção sobre seus programas, normas e certificações. Entre os programas está o EPA [Examine, Planeja e Aja], que "tem o objetivo de eliminar as situações de risco, estimulando o planejamento adequado à tarefa, garantindo que as atividades de rotina sejam efetuadas com fundamentos de segurança.", e ponto final. Informações sobre ações executadas ou previstas no programa? Orientações? Tem não... Considerando a periculosidade do negócio, o site deveria ser um canal dinâmico de comunicação com stakeholders, porém, não é aproveitado pela empresa para gerar valor.
A comunicação reflete a gestão de uma empresa, e a gestão determina sua reputação. Apagado o incêndio, o rescaldo cabe aos moradores. É importante que conheçam o plano de gerenciamento de riscos, as ações dos programas, que peçam diálogos efetivos. E se a Ultracargo não apresentou ainda, então, taí a oportunidade.