Se dá para fazer iogurtes sem corantes e sem conservantes, por que ainda fazem e nos vendem com corantes e com conservantes? Porque você compra. Simples assim. A sua escolha de consumo tem poder. E você poderosa ajuda todo mundo a ser mais sustentável, especialmente a sua família.
Sustentabilidade nos demostra que temos escolhido o pior de nós e nos comprova que sempre podemos escolher o melhor de nós. É através de decisões econômicas que sacamos as comprovações do melhor de nós e as demonstrações do pior de nós.
Muito tempo atrás, iogurte era puro leite fermentado. Foi considerado medicinal no início do século XX. O aumento no consumo do iogurte no mundo começou na década de 1960, por causa das melhorias no processamento e do reconhecimento das qualidades nutritivas e terapêuticas. Atualmente, entre tantas marcas e linhas, o que tem em comum é a decisão de nos vender corantes, aromatizantes, espessantes, emulsificantes, estabilizantes e saborizantes junto com iogurte. Nós compramos e assim validamos a conduta das empresas em produzir o pior e não o melhor para nós.
Na hora de comprar, a decisão é nossa. Nosso poder de escolha influencia quem toma as decisões econômicas: os empresários que nos vendem produtos piores ou melhores. Use e abuse do seu poder de escolha!
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Dê play antes de ler e entre no clima
"As mudanças climáticas estão causando um impacto real na vida de indivíduos e comunidades no mundo todo. Nós temos que fazer algo sobre isso." Com essa frase, Kofi Annan abriu seu discurso de mobilização da sociedade para pressionar os líderes mundiais a fecharem um acordo robusto pelo clima em mais uma conferência, a COP 15. Foi em 2009, o tempo de tomar a decisão já tinha chegado. As cidades já estavam assando, o gelo já estava derretendo, já era urgente agir. Mas, os líderes mundiais desperdiçaram a oportunidade. Era ainda viável e menos difícil que agora.
Não faltou conferência, faltou ousadia. Não faltou alerta, faltou a tomada da decisão. Não faltaram estudos, faltou ação. E o tempo passou. Depois da COP 20 em Lima [Peru], vamos para 2015 com a obrigação de somar grandes esforços para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa e tentar que o aumento da temperatura no planeta não seja maior que 2 graus Celsius.
A COP 21 merece uma mobilização sem igual das sociedades. Que sejam acordados entre as nações esforços e cooperações, porque temos pouco tempo. Precisamos agir, e é já.
Pioramos nossa situação nos últimos anos, destruindo numa velocidade e numa violência monstras o mundo em que vivemos. Batemos recordes seguidos de altas temperaturas, cada ano mais quente que o anterior. Claro, continuamos despejando na atmosfera CO2, metano, e muitos outros gases, acumulando emissões, como se não respirássemos essa poluição toda, como se não nos fizesse mal algum nem matasse. Como se não estivéssemos aquecendo demais o planeta, como se já não fosse extremamente grave.
Pois é. E tudo na farsa de um bem estar, na realidade para poucos, baseado no consumo e no descarte compulsivos de coisas que não nos beijam, não nos transmitem amor, não são sequer necessárias, e que são feitas com recursos naturais que acabam. Ignoramos o meio ambiente. Estamos esgotando os recursos da natureza, que são provedores de toda a vida, para produzir mais e mais coisas desse jeito estúpido, desmatando, contaminando águas, solos, ar, alimentos, nos poluindo, gerando lixo em demasia, extinguindo de animais a plantas e também as condições favoráveis de existirmos. Somando tudo, inclusive a desigualdade social que mantém lugares e serventias de pobres e ricos, detonamos nossa saúde, viralizamos doenças no corpo, no coração e na mente.
Somos a sociedade de consumo que precisa deixar de ser isso [global e localmente], destruidora, degradante, desperdiçadora, fútil, hostil à natureza. Insistimos em colocar a economia à frente da pessoas e do meio ambiente, a qualquer custo, sem limites, forjamos uma normalidade insana [a propaganda de um mercado insustentável embutida na publicidade de produtos e serviços e de serviços jornalísticos] de alienação, distanciamento da natureza e substituição de afetos por coisas. E isso deu tão ruim que aceleramos alterações na natureza que normalmente ocorreriam somente daqui a milhões de anos. É a nova era que inventamos, de uma interferência matadora, o Antropoceno.
A mudança é o nosso destino, mudar práticas, mudar hábitos, mudar importâncias e prioridades da humanidade, mudar o rumo da civilização. Perceber a vida, enxergar os outros, dar valor ao que importa, seguir no sentido da sustentabilidade. Tictactictatictactictactictac...
Não nos falta poder, precisamos de escolha. E vamos precisar de todo mundo, se queremos o futuro. Ou preferimos "quebrar tudo" por aqui para produzir, vender, comprar, ostentar e jogar fora coisas que não valem mais que a vida?
Os líderes mundiais têm falhado em nosso nome. Estamos todos no atraso. O aquecimento está ligado. Não tem mais volta. Nós temos que agir. Faça a sua aliança com o clima, por você, pela sua família, faça no presente para o futuro.
Por isso que recomendamos que você desse play antes de começar a ler. Beds Are Burning é a canção do Midnight Oil que foi adaptada para a campanha TicTacTicTac lá em 2009 e cantada por mais de 60 artistas em defesa da justiça climática. A mensagem está mais atual que antes, as cidades continuam assando.
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| Imagem capturada do vídeo de Beds Are Burning |
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sábado, 25 de abril de 2015
Mais uma árvore a menos. Quem se importa?
Mais uma árvore a menos na cidade do #Rio de Janeiro. Atrapalhando os fios, doente, podada errado? Vai saber... O que sabemos é que nessa via super poluída agora tem menor captura de CO2. Mas, quem se importa, né? Árvores são simplesmente responsáveis por limpar o ar que respiramos, nós precisamos respirar para viver, então...
Nem a justiça faz presidente da CEDAE parar de despejar esgotos nas lagoas cariocas
Mas é muita falta de respeito! Nem a justiça consegue fazer parar o despejo de esgoto nas lagoas cariocas. O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos [Cedae] se recusa a fazer a empresa cumprir decisão judicial de 2003, taí o resultado: um sistema lagunar apodrecido e tratado como latrina.
Segue o link para matéria do jornal Extra { http://glo.bo/1Qt9duM
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