Depois de tentar "provar" o improvável, o secretário do ambiente do estado do Rio de Janeiro admitiu publicamente que a Baía de Guanabara não vai estar despoluída para os Jogos Olímpicos em 2016. Demorô... Precisou dar o showzinho midiático típico de ôtoridades fanfarronas, mergulhando nas águas da baía, o que pegou mal e não provou que as condições são boas ou seguras, ao contrário, trouxe à tona mais informações sobre os riscos para os atletas.
O seu André Corrêa reconhece que sem saneamento em todos os municípios da Baixada Fluminense não tem Baía de Guanabara despoluída. Em outras palavras, sendo usada como latrina e recebendo esgotos... E não só isso, recebendo todo tipo de lixo, resíduos de indústrias, óleo de embarcações, continuamos na mesma situação crítica e piorando. Além do saneamento, tem que fazer educação ambiental, fiscalizar e punir poluidores, apoiar os municípios na implantação de coleta seletiva.
"Nos equivocamos ao dizer que chegaríamos a 80% da Baía de Guanabara limpa" [André Corrêa, secretário do ambiente do Rio]
Saiba mais na matéria do jornal Extra { http://glo.bo/1KMaSaQ
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Baía de Guanabara é a maior vergonha da cidade chamada de "maravilhosa"
O secretário do ambiente do Rio mergulhou na Baía de Guanabara para o Fantástico. Só não apareceu ele desinfetando o corpo depois. A fanfarronice das ôtoridades é aviltante, uma ofensa aos cidadãos pagantes de impostos. Praias, rios, lagoas servem de latrinas, a Baía de Guanabara é a maior vergonha da cidade chamada de maravilhosa.
O biólogo Mário Moscatelli cansa de fotografar as péssimas condições das águas na cidade do Rio e de nos alertar para os perigos e para a irresponsabilidade das ôtoridades. A poluição e o lançamento de esgotos não são nenhuma novidade por aqui, ao contrário. É exatamente por causa de décadas e décadas de irresponsabilidade e omissão das ôtoridades que chegamos nesse colapso.
Segue o link para quem quiser ver a fanfarronice do secretário de estado do ambiente e saber a real sobre as águas da Baía de Guanabara e os riscos de se mergulhar em suas águas { http://glo.bo/1GU52FX
O biólogo Mário Moscatelli cansa de fotografar as péssimas condições das águas na cidade do Rio e de nos alertar para os perigos e para a irresponsabilidade das ôtoridades. A poluição e o lançamento de esgotos não são nenhuma novidade por aqui, ao contrário. É exatamente por causa de décadas e décadas de irresponsabilidade e omissão das ôtoridades que chegamos nesse colapso.
Segue o link para quem quiser ver a fanfarronice do secretário de estado do ambiente e saber a real sobre as águas da Baía de Guanabara e os riscos de se mergulhar em suas águas { http://glo.bo/1GU52FX
domingo, 3 de maio de 2015
Jacarés e esgotos na cidade maravilhosa { Ocupação desordenada e falta de saneamento!
Quando um título não resume a notícia e disfarça a realidade informada na matéria. Os jacarés é que convivem com lixos, lodo e esgotos gerados pela ocupação desordenada, pela falta de saneamento básico e pela falta de educação ambiental na cidade maravilhosa. O sistema lagunar da Baixada de Jacarepaguá é uma das latrinas mantidas pelas ôtoridades e pelos moradores insanamente no Rio de Janeiro. Os moradores convivem com menos de 10 jacarés no Canal das Tachas porque jogam comida ali para eles. Circulam pelos canais entre as lagoas uns 6 mil jacarés, mas, imagina quantos mais não deviam ser a ponto de dar nome ao local antes de tanta degradação nesse ambiente.
Veja a matéria do Estadão, cujo título [risível] é Moradores do Rio convivem com jacarés {
http://bit.ly/1GTUFSy
Veja a matéria do Estadão, cujo título [risível] é Moradores do Rio convivem com jacarés {
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sábado, 18 de abril de 2015
O incêndio acabou. E começou o que mais importa acompanhar.
O Brasil tem uma bela e avançada legislação ambiental. Quando ouvimos ôtoridades ou empresários reclamando de licenciamento, estudos de impactos, planos de gestão de riscos e programas de ações preventivas, e vemos um desastre como o incêndio nos tanques de combustíveis da Ultracargo, fica fácil entender que estão errados. O plano para gerenciamento de riscos, com análises quantitativa e qualitativa, com classificação de riscos aceitáveis e não aceitáveis, e um programa de prevenção e controle de acidentes são instrumentos que dariam à empresa as condições de seus gestores terem conduta protagonista antes, durante e depois de um desastre ambiental.
O fogo acabou, só que o problema não termina aí. Começou o que é mais importa acompanhar, e isso vale para os moradores de Santos [SP] e para todos nós. Você mora perto de uma indústria? Então, segue o link para saber mais { O Incêncio, o rescaldo e os resíduos, publicado no Portal EcoDebate { http://bit.ly/1b9ZARK
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terça-feira, 14 de abril de 2015
O fogaréu e o rescaldo
Durou 9 dias o incêndio na Ultracargo [na área industrial da Alemoa, em Santos]. Os impactos ambientais e sociais começaram a ser noticiados quando completou 1 semana. Peixes morrendo, combustível vazado, fumaça, fumaça, fumaça, chuva ácida se chover.
As dificuldades para apagar o fogaréu indicam como a empresa deveria lidar com riscos para evitar a ocorrência, para não alastrar, para conter e para se relacionar com moradores, órgãos e imprensa. E a conduta protagonista seria o adequado pela gravidade da situação e pela grandeza dos impactos negativos, com prejuízos econômicos, ambientais e sociais que, no final das contas, são compartilhados com a sociedade.
O Brasil tem uma bela e avançada legislação ambiental. Quando ouvimos ôtoridades ou empresários reclamando de licenciamento, estudos de impactos, planos de gestão de riscos e programas de ações preventivas, e vemos um desastre como o incêndio nos tanques de combustíveis da Ultracargo, fica fácil entender que estão errados. O plano para gerenciamento de riscos, com análises quantitativa e qualitativa, com classificação de riscos aceitáveis e não aceitáveis, e um programa de prevenção e controle de acidentes são instrumentos que dariam à empresa as condições de seus gestores terem conduta protagonista antes, durante e depois.
Mas, não basta ter um instrumento de gestão ambiental, tem que manter atualizado. E estando, moradores do entorno sabem o que fazer em diferentes situações, pois são treinados previamente. Possíveis impactos são anunciados para a imprensa, junto com orientações básicas de segurança, com a transparência que anula crises e dispersa alarmes falsos ou sensacionalistas pela confiança.
Consultamos no site da Ultracargo a seção sobre seus programas, normas e certificações. Entre os programas está o EPA [Examine, Planeja e Aja], que "tem o objetivo de eliminar as situações de risco, estimulando o planejamento adequado à tarefa, garantindo que as atividades de rotina sejam efetuadas com fundamentos de segurança.", e ponto final. Informações sobre ações executadas ou previstas no programa? Orientações? Tem não... Considerando a periculosidade do negócio, o site deveria ser um canal dinâmico de comunicação com stakeholders, porém, não é aproveitado pela empresa para gerar valor.
A comunicação reflete a gestão de uma empresa, e a gestão determina sua reputação. Apagado o incêndio, o rescaldo cabe aos moradores. É importante que conheçam o plano de gerenciamento de riscos, as ações dos programas, que peçam diálogos efetivos. E se a Ultracargo não apresentou ainda, então, taí a oportunidade.
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