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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Retribua com amor toda vida que a natureza nos dá

Ouvir os passarinhos à tardinha, quando estão se juntando para seguir destino, nos ajuda a pertencer ao que está ao redor. Sim, pertencer, percebendo tudo que está vivo por aqui.
Mesmo que você não passe por aquela calçada com muitas árvores, os passarinhos que costumam frequentar aqueles ares vão continuar seguindo o instinto deles, cuidar de viver por ali.
Não estamos sozinhos num mundo cheio de vida, só fazemos de conta que apenas nós existimos, ignoramos a diversidade de seres vivos que nos acompanham na jornada de viver nesse mundo lindo. Destruindo ou não dando atenção, somos nós que perdemos com esse faz de conta, ignorando que fazemos parte da natureza.
Então, você pode passar naquela calçada com muitas árvores e largar ali a embalagem do biscoito que acabou de comer. Faz de conta que isso não é falta de educação nem falta de higiene da sua parte. Faz de conta que a embalagem não pode ser reciclada e é lixo. Faz de conta que nem vai entupir o bueiro e que a culpa vai ser da chuva quando alagar. Faz de conta que o único ser que existe é você ignorando fazer parte da natureza.
Ou você pode passar e perceber o frescor da sombra que as árvores ainda dão ao seu caminho antes que anoiteça, os passarinhos voando e cantando [que alegria!], o céu mudando de cor. E respirar por um instante essa inspiração. Cuide do seu mundo, do lugar em que você vive, dos ambientes em que passa, visita, com atitudes simples como não largar embalagens nas calçadas ou jardineiras.
Foto { Reunião na árvore, Lagoa Rodrigo de Freiras, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz
[Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 3.0 Brasil - Faça bom uso sem fins comerciais] 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Enquanto houver árvore...

Quando a tarde cai, os pássaros vão se reunindo para seguir destino. E fazem festas no ar, voando entre as árvores e preenchendo com seus sons o fim do dia claro. Parece que conversam sobre tudo que fizeram no dia.
Nas cidades, com as pressas que temos, não dá tempo de perceber como a vida está em movimento, como há vida independente de nós, do que queremos, do que fazemos. Mas, você pode ouvir em qualquer rua arborizada, sempre à tardinha, os passarinhos cuidando da vidinha deles com o maior e melhor recurso já inventado neste mundo: o instinto. E ao olhar para o céu, em algum momento dessa transição para a noite, você vai ver que voam juntos numa sincronia espetacular. Os pássaros sabem o rumo que vão tomar, sem discussões ou corrupções.
No dia seguinte, quando mais uma tarde cair, os pássaros vão se reunir entre as árvores para seguir destino, vão fazer festas no ar e preencher com seus sons o fim do dia claro, anunciar que noite está chegando. Enquanto houver árvore vai ser assim, como tem de ser.
Foto { Reunião na árvore, Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz
[Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 3.0 Brasil - Faça bom uso sem fins comerciais] 

Tá ensimesmado?

A violência está no nosso cotidiano. Quem tem tempo para sorrir, para fazer uma boa ação, para quebrar uma cadeia de stress, para validar alguém com um elogio, para parar 5 minutos e afastar a tentação da facilidade de descontar a frustração no outro e mandar uma bordoada?
Tratamos mal o ambiente em que vivemos e tratamos mal as pessoas com quem convivemos. Estamos um tanto ensimesmados. Vivemos como se o universo e as pessoas girassem em torno dos nossos quereres. E retrucamos violentamente quando alguém desorbita de nós. Cruz credo.
A maioria absoluta dos animais segue, instintivamente, o ritmo da natureza. E seguindo a natureza, os animais se movimentam para sobreviver, para reproduzir, para ensinar às crias  o instinto de sobrevivência. Somos o único tipo de criatura viva no planeta que se move por motivações artificiais, por motivos fúteis, por dinheiro. Somos a única espécie de ser que tem o livre arbítrio e usa essa capacidade ímpar de escolha para tratar tão mal a natureza, o ambiente em que vive, as pessoas e a própria vida. Chato isso...
Foto { Na beira da Lagoa, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz [Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 3.0 Brasil - Faça bom uso sem fins comerciais] Na cidade do Rio de Janeiro 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cuide das árvores e continue respirando...




A delicadeza da natureza é encantadora. A pequena folha que brota vai nos fazer muitos favores até que amarele e caia do galho em que vai morar toda a vida. A folhinha de uma árvore nos ajuda a respirar e cumpre essa responsabilidade sem precisar de patrão. Nem notamos mais tudo que está vivo por aqui e nos ajudando a estarmos vivos também. E é tudo que realmente tem valor.






Foto { A vida brota, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz [Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 3.0 Brasil - Faça bom uso sem fins comerciais]
Na cidade do Rio de Janeiro

O que fazemos com a riqueza que nos faz tão bem?



A insistência da natureza é incrível. Brotam do toco novos galhos para a árvore que foi cortada. As árvores nas cidades parecem atrapalhar calçadas, fiações, construções. Não é bem assim. As árvores nos dão sombra, limpam o ar que poluímos e nos devolvem oxigênio para respirarmos e estarmos vivos, nelas nascem frutas e flores, delas saem seivas que curam, suas cascas também uma riqueza para nos fazer bem. O destino das árvores é buscar o céu, já suas raízes fazem mágica no solo, são muito amigas das águas boas de beber.
E o que fazemos? Cercamos as árvores de cimento, podamos seu crescimento, jogamos lixos, fazemos furos. Retribuímos deixando que adoeçam, daí cortamos, largamos o toco ou arrancamos pela raiz e nem notamos o bem que nos fazia e a falta que nos faz.

Foto { Brotando do toco, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz [Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 3.0 Brasil - Faça bom uso sem fins comerciais]
Na cidade do Rio de Janeiro



quarta-feira, 29 de abril de 2015

Tome gosto...

A natureza tem seus esquemas e eles são incríveis. Quando você usa um pouquinho do seu tempo para observar, ah, percebe como tem vida ao seu redor e sente uma energia que é também cheia de amor. Ninguém manda o sol se pôr nem os pássaros se aninharem em árvores, e é o que ocorre todo fim de tarde. Não é pra você só que é se você volta sua atenção para perceber e sentir a vida em movimento. Tictactictactictac... Tempo de tomar gosto por tudo que está vivo por aqui.

Foto A vida fora do busum, Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz
[copyleft, faça bom uso sem fins comerciais]

quinta-feira, 23 de abril de 2015

As borboletas também amam

Você vê uma borboleta saltitando no ar e a cumprimenta: Oi, borboleta! E pede que ela pouse um pouquinho para você fotografar. Por favor, você diz. E nem acredita quando em seguida ela pousa e faz pose para você.
Borboletas são lindas, vivem pouco, amam as flores. E com suas cores e formas, são alegria em movimento. Tictactictactictac... Tome gosto por tudo que está vivo por aqui.